A estranha viagem do Sr. Daldry de Marc Levy


O primeiro livro que li de Marc Levy foi oferecido pela minha irmã.
Na altura ela disse-me "Lê que vais gostar" e foi verdade, em dois dias acabei o livro mas também não era muito grande.

Já tentei encontrar este romance em português mas infelizmente ainda não foi traduzido.
Quando li este livro fiquei com uma espécie de nó no estômago, a relação amorosa entre Philippe e Suzanne tocou-me profundamente. 

Um homem que espera, uma mulher que não quer correr riscos, que foge....

Considerado pelos leitores, um dos livros mais bonitos do escritor.



Provavelmente já viram um filme adaptado de um dos livro de Marc Levy, que se chama "E se fosse verdade".

                                                           
Mas a intenção é escrever sobre outro livro que comprei recentemente, "A estranha viagem do Senhor Daldry".

A personagem principal terá que viver uma aventura gigantesca na companhia do seu vizinho Senhor Daldry, para que a paz possa voltar novamente à sua vida. Já consultaram alguma vez uma vidente ou cartomante que tenha dito algo que ao início não prestou muita atenção mas que nunca esqueceu as palavras dela? Ora aqui está um caso que me fez concluir que devemos evitar essas coisas para que a nossa vida não viva em função de palavras que possam influenciar de alguma forma o nosso futuro, as nossas escolhas.

Uma boa leitura para agradáveis horas de lazer.





SINOPSE
«Há duas vidas em ti, Alice. A vida que tu conheces e uma outra que te espera há muito tempo. Estas duas existências não têm nada em comum. O homem de que te falei ontem encontra-se em algum lugar dessa outra vida, e nunca estará presente na vida que levas atualmente. Terás de encontrar seis pessoas antes de chegar até ele. Partir ao encontro dele obrigar-te-á a fazer uma longa viagem. Viagem durante a qual descobrirás que nada daquilo em que acreditavas é verdadeiro.»

Londres, 1950
Alice leva uma existência tranquila entre o seu trabalho como criadora de perfumes, que a apaixona, e o seu grupo de amigos, todos eles artistas nas horas vagas. No entanto, na véspera de Natal, a sua vida vai sofrer um abanão. Durante um passeio a uma feira em Brighton, uma vidente prediz que irá viver uma aventura, em busca de um passado misterioso. Alice não acredita nela, mas também não consegue esquecer as suas palavras; subitamente as suas noites passam a ser povoadas de pesadelos, que lhe parecem tão reais como incompreensíveis.
O seu vizinho, o senhor Daldry, um gentleman excêntrico e celibatário empedernido, convence-a a levar a sério a predição da vidente e a encontrar as seis pessoas que a conduzirão ao seu destino.
De Londres a Istambul, Alice e o senhor Daldry partem na sua estranha viagem…




A Familia Monegasca a mais apaixonante

Desde pequena que sou influenciada pela minha mãe em seguir as famílias reais. A família real Sueca é a minha preferida. Desde os pais, aos filhos e agora aos netos.

Mas aquela que me faz devorar algumas revistas é mesmo a família real do Mónaco pelas inúmeras histórias de paixões e desgraças que a família viveu. 
Estas histórias mais fervorosas já remontam ao tempo do Príncipe Rainier III quando escolheu a dedo a sua amada Princesa Grace Kelly. As aventuras do Príncipe Alberto II, um verdadeiro mulherengo, as histórias de Stephanie que proporcionaram às revistas vários anos de fofoquices e a calma Carolina que quando acertou no amor o destino quis levá-lo.

Os irmãos agora discretos deram lugar a uma nova geração de apaixonados, os filhos de Carolina.

O Andreas tem a sua paixão de adolescência com a discreta Tatiana, o Pierre casou-se à pouco tempo com a bela Beatrice e por fim a Carlota, a próxima apaixonada do Mónaco.

Para mim, a Carlota encarnará o papel do apaixonante mundo Monegasco. A sua relação com Gad Elmaleh correu tintas mas conseguiram ser bastantes discretos, tanto no inicio do namoro como no fim. A Carlota trocou um rapaz por um homem e deve ter sido uma relação muito mais intensa mas com o tempo incompatível.

Eis que esta semana somos bombardeadas com a sua nova relação, também com um homem de 40 anos, na minha opinião nada bonito, mas como a minha mãe dizia "A beleza não se põe na mesa".
Já dizia ela a 9 de Outubro na revista Madame Magazine

"La passion peut être une folie, un précipice, une expérience qui nous arrache à la lucidité, mais sans elle la vie devient creuse. L’esprit passionné cherche, avance, exige sans se figer. La passion cristallise les affects, et nous pouvons tirer bon usage de cette mobilisation des forces psychiques, de cette intensité. Une contemplation théorique sans passion n’aurait pas de sens. La philosophie en quelque sorte, c’est la passion du vrai. Mais Hegel l’avait déjà dit : « Rien de grand ne s’est fait dans le monde sans passion"

Fico aguardar as cenas do próximo episódio...

Uma nota à parte, a minha mãe está sempre preocupada com a minha maneira descontraída de vestir mas depois de ver estas imagens da Carlota até que ando muito arranjadinha ;)

O Amor nos Tempos de Cólera - Um livro para toda a vida

Uma narrativa simples mas de grande realismo, caraterísticas já conhecidas do autor Gabriel Garcia Márquez. 
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Este livro retrata um amor eterno, daqueles que de vez em quando ouvimos falar mas que não conhecemos nenhum pessoalmente. Aquele amor de adolescência que por um motivo não pode ser vivido e que apesar de anos passados resiste com a mesma força que no princípio.

Apesar dos capítulos serem intermináveis a leitura flui. Podia fazer um resumo do livro mas perderia toda a piada. Prometo muito amor e muita paixão, para quem gosta, não vai perder tempo.

Boa leitura!

Fugir dos "Queridos"

Este fim de semana, fui até à baixa do Porto. Entramos num bar e ficamos encostados ao balcão.
Mesmo à minha frente estava uma mesa com 3 casais, do qual dois deles me chamaram atenção devido aos carinhos constantes dos senhores. Sempre muito atenciosos, ora lhes tocavam no cabelo, ora lhes faziam um mimo na mão.

Passado pouco tempo entra uma rapariga vistosa num vestido branco bem justo a valorizar todas as suas curvas. A rapariga colocou-se mesmo ao nosso lado com os seus amigos a curtirem o som.

As senhoras, digamos entre os seus 35 e 38 anos, decidiram ir à casa de banho deixando os seus "Queridos" a conversar. No momento em que elas viram costas os senhores que até aquele momento os considerava uns gentleman's, atiram-se na descarada à rapariga de vestido branco.

Não era nada comigo, mas fiquei de tal maneira  indignada que não consegui disfarçar. Um deles topou a minha cara de desaprovação e com um gesto de cabeça fez sinal como se me estivesse a pedir desculpa pelo sucedido.

A verdade é que olhar não tira pedaço mas se fosse ao contrário...Conclusão, fujam dos "Queridinhos"